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Jackie Chan ::..
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Entrevistas
"Saiba
mais sobre o Jackie, confira algumas de suas entrevistas"
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.:: Chan, o homem ::.
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Obs.:
Essa matéria é uma versão do
texto original escrito por Lee Server. Ele fala
um pouco do filme "A Armadura de Deus"
além de retratar também a história
do astro Jackie Chan.
Em
um castelo na Iugoslávia rural, o herói
de filmes de ação Jackie Chan estava
sobre um parapeito a 40 pés do chão,
pronto para saltar para uma árvore. Com sua
produção de Hollywood "standard",
o Diretor gritaria "corta", e a estrela
voltaria ao chão e um dublê faria o
salto. Mas Jackie Chan é diferente: O corajoso
Ator de Hong Kong que se tornou ídolo no
mundo, sempre faz as cenas perigosas de seus filmes.
"Eu não uso efeitos especiais."
O ator contou recentemente para a Hong Kong Film
Connection. "Eu não faço computadores"
(se referindo aos efeitos especias)...Todo o mundo
pode ser o Super-homem com todos aqueles efeitos...
Mas ninguém pode ser...Jackie Chan"!
Bem modesto ele não é, entretanto,
ele não daria muitas risadas desta cena.
Atrás do castelo, Chan leva o pulo adiante,
esta seria a cena mais emocionante do filme "A
Armadura de Deus" (Armour of God), um Indiana
Jones numa aventura sobre monges, e o melhor, ele
era o Diretor.
As câmeras pegam a cena perfeitamente. Chan
se lança em direção a árvore.
Mas ele não consegue segurar e o galho da
árvore acaba cedendo, Jackie voa para baixo,
enquanto bate nos galhos da árvore. A cabeça
dele faz um impacto direto com o chão. O
impacto foi tão forte que parecia "foguetes".
As orelhas dele sangravam e o nariz jorrava sangue.
Jackie é levado pro hospital em estado grave.
"Eu salto pra fora do castelo, agarro na árvore.
Uma cena fácil," ele fala para um repórter
depois de ter alta do hospital, enquanto recorda
a queda que quase o levou a morte. A cena seria
tão fácil que a produção
nem pensou numa rede de segurança.
Um acidente de trabalho como este seria um ótimo
motivo para pensar em aposentadoria ou numa mudança
de profissão. Mas Chan, não é
como a maioria das pessoas. Não importa o
tamanho do acidente, Jackie Chan volta e faz a cena
novamente. Tudo bem que para a maioria dos fãs
do astro, os créditos finais com os "erros
de gravação" é a melhor
parte do filme, mas Jackie prefere não ver
o acidente denovo). Eles vêem o que aconteceu
de verdade, uma perna quebrada, a pele queimada,
estrondos, e ruídos. Chan e seus dublês,
são "entalados" em uma ambulância,
quando uma cena fácil, se torna DIFÍCIL!
Tudo isso num só dia de trabalho, não
é demais?. "É muito importante
que eu me machuque quando etou fazendo um filme"!
Chan tenta explicar. Mas você entendeu alguma
coisa?
Com um sucesso tremendo por mais de uma década,
tais estrelas de ação e "rivais"
de Jackie como Sylvester Stallone e Jean-Claude
Van Damme parecem atores de quinta. Mas durante
muitos anos, as únicas pessoas na América
que assistiam os filmes de Chan, eram moradores
de bairros chineses e fãs de filmes de aventura.
hoje, Jackie mudou tudo isso. A "Jackiemania"
pegou todo mundo na América..E o Van Damme,
Steven Seagal, e Amold Schwarzenegger parecem estar
cansados e "mais velhos", enquanto Jackie
com 48 anos continua o mesmo.
Saltar em vidros, pular de um edifício para
o outro, ser arrastado atrás de ônibus,
deu a Jackie Chan vários prêmios entre
eles, prêmios da MTV.
Tudo começou em 1996, com o filme "Arrebentando
em Nova York" que apresentou audiências
milhionarias nos cinemas americanos e o mundo passou
a conhecer melhor Jackie Chan. O filme tinha cenas
de brigas fantásticas, e ação
espetacular. E vendo o sucesso , A New Line logo
lançou mais dois filmes, Thunder Bolt (Thunder
Bolt - Ação sobre Rodas) e Primeiro
Impacto (First Strike), mas duas super produções
com Jackie Chan no papel principal, enquanto outras
companhias ficavam de olho em Jackie, logo depois
veio, Supercop, Crime Story, Drunken Master II (O
Mestre Invencível), e Mr. Nice Guy, garantindo
a presença de Chan em telas americanas durante
vários anos. "Agora," Jackie diz,
o mundo conhece Jackie Chan, "Jackie Chan está
em todos os lugares, você vê"!
Jackie
falou: "Se nos livros de cinema tiverem uma
página inteira para cada um destes atores,
Charlie Chaplin, John Wayne, Steven Spielberg, e
apenas uma linha dedicada a Jackie Chan. Eu já
estou satisfeito".
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Esta entrevista foi colocada pelo PJC, se encontrar
em outro site foi copiada -
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.:: Jackie Chan...Um desenho?
::.
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Obs.:
Essa entrevista está no fim do DVD de "As
aventuras de Jackie Chan" Vol 1, a busca pelos
talismãs.
Adrian/11
anos - Jackie, o que o inspirou a fazer esta série?
Quando eu era criança, eu gostava muito de
desenho animado. Eu queria ser muito um personagem
de desenho animado. Nos desenhos você pode
fazer coisas que não fazemos na vida real.
Depois de muitos, muitos anos, as crianças
ainda vão lembrar de mim hoje. Meu sonho
virou realidade. Sabe, eu adoro desenho animado.
Eric/11
anos - Jackie, por que você faz todas as cenas
perigosas de seus filmes?
Eu fiz as cenas perigosas por tantos anos. O público
vê o ator ou o "bandido" fazer todas
as cenas perigosas, e então o público
apalude...Então eu olho para o meu amigo:
"Ei, não é o ator, sou eu!".
Então eu prometi a mim mesmo, "No dia
em que eu virasse ator eu faria todas as cenas perigosas".
Vou me virar e o público verá que
sou eu, não é um dublê. Eu também
quero mostrar aos meus filhos, meus netos: "Vejam,
é o seu avô. É o seu pai".
Além disso, eu gosto das cenas.
Adrian/11
anos - Jackie, como mantém a forma?
O mais importante é treinar, treinar
e treinar. Fazer todos os tipos de exercícios,
como natação, boxe, jogar tênis,
correr...É bom pra manter a forma. Lembre-se
de fazer exercícios, façam exercícios
e manterão a forma.
-
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.:: A Super Máquina
::.
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Como
foi trabalhar de novo com Chris Tucker, seu melhor
amigo?
Ele não é meu amigo. Eu o odeio (risos).
Fico nervoso toda vez que tenho que contracenar com
ele. Ele muda todos os diálogos. Cheguei a
ponto de nem olhar mais para o roteiro. Na verdade,
ficamos amigos depois do primeiro filme acabar. Como
continuamos mantendo contato, as pessoas começaram
a sugerir uma seqüência. Falamos a respeito,
e concordamos em fazê-la. Hoje, adoro o Chris.
Você
não se cansa desse gênero de filmes?
Já pensou em fazer outros?
Teve uma fase em que pensei em me aposentar (risos).
Quando fiz O Grande Lutador, o público americano
o odiou tanto que achei que nunca mais trabalharia
nos EUA. Voltei para a Ásia e filmei diversos
outros projetos. Mas lembro de ter assistido a filmes
de Steven Spielberg e outros do tipo Star Wars e Exterminador
do Futuro. Fiquei abismado com a tecnologia, efeitos
especiais, e com o fato de terem transformado uma
pessoa que não tinha experiência em cenas
de ação em um astro de ação.
Naquele momento, achei que minha carreira estaria
acabada, já que com a nova tecnologia qualquer
um poderia ser um astro de ação.
O
que o fez mudar de idéia?
Logo depois daquilo, Arrebentando em Nova York virou
sucesso de bilheteria, e passei a receber diversos
roteiros e ofertas para trabalhar nos Estados Unidos.
Aí fizemos Hora do Rush, outro sucesso de público.
Quando vim para a América, pensei: "oba!
Agora vou poder fazer filmes com efeitos especiais".
Mas a reação dos produtores e agentes
foi oposta: "nós não queremos que
faça esse tipo de projeto, queremos que continue
com seu estilo". Eles queriam o Jackie Chan como
efeito especial (risos). Até hoje, quando encontro
pessoas, o reconhecimento é pelas cenas de
ação. Outro dia encontrei Steven Spielberg,
que veio me abraçar dizendo que seus filhos
me adoravam. Ele me deu um pedaço de papel
perguntando se poderia dar um autógrafo a eles.
Nunca esquecerei esse dia (risos).
Vocês
chegaram a conversar?
Sim. Perguntei a ele como conseguia fazer com que
os dinossauros contracenassem com os seres humanos.
Sua resposta foi: "É fácil! Só
preciso apertar alguns botões". Aí
foi a vez dele de me perguntar como conseguia pular
de um prédio para outro. Minha resposta foi:
"É fácil! É só rolar
e pular" (risos). Só não falei
que quebrei o tornozelo em uma das ocasiões
(risos).
Então
é o "viver perigosamente" que mantém
seu entusiasmo?
É um incentivo. Vivo aperfeiçoando minha
técnica e experimentando coisas novas. A verdade
é que já usei e abusei de tudo que poderia
em meus filmes. Hoje em dia sou consciente de que
a maior parte do meu público é de jovens
e até crianças. Então, tenho
evitado usar palavrões. Não quero que
aprendam as coisas ruins com os meus filmes. O interessante
é que muitas pessoas acham que ação
é sinônimo de violência. Eu não
acredito em violência gratuita. Acho que a dos
meus filmes não é tão negativa
como em alguns filmes americanos. Se fosse, acho que
a Columbia TriStar não me chamaria para fazer
um desenho animado para crianças.
É
verdade que você fará um filme com Steven
Spielberg?
É. O título é Tuxedo. Começamos
a filmar agora em Toronto. Quando nos encontramos,
ele mencionou o roteiro e perguntei sobre a história,
que adorei. Falei a ele: "que bom que você
vai dirigi-lo". Ele me surpreendeu respondendo
que não. Sua idéia seria eu mesmo dirigi-lo.
Aí me assustei e, claro, falei não.
O resumo é que achamos um outro diretor. Kevin
Donovan, e Spielberg serão o produtor do filme.
Sobre
o que é?
É uma comédia de ação
sobre esse homem que ajuda pacientes em hospitais.
Um dia vou à casa de um deles buscar algumas
coisas, como pasta e escova de dente, e me deparo
com um smoking, que resolvo vestir. É aí
que a história começa. Mas paro por
aí! Para saber o resto, você terá
que esperar pelo filme (risos).
Você
contracena com Zhang Ziyi, a heroína de O Tigre
e o Dragão. Já a conhecia?
Eu a conheci na China quando ela filmava com Zhang
Yimou. Na hora do casting. Brett Ratner viu a foto
dela e comentou que a queria no filme. Expliquei que
ela era conhecida na China e que achava difícil
ela aceitar fazer o papel de vilã. Você
não oferece esse tipo de papel a estrelas como
ela e John Lone. Mas Brett já havia se convencido
de que ela faria o filme e conseguiu que ela dissesse
sim. Para nossa sorte. O Tigre e o Dragão fizeram
todo esse sucesso nos EUA, e agora pessoas daqui também
sabem que ela é.
Quando
você começa a rodar Shangai Knight (seqüência
de Shangai Noon)?
No ano que vem. Estou muito animado. Será também
um Western, que começa em 1830, seguindo com
minha história. Desta vez meu pai é
capturado e tenho que provar sua inocência.
Vou parar em Carson City. Descubro que o bandido está
em Londres, e como não conheço a cidade,
vou atrás de Owen Wilson, que diz ser muito
rico e estar no Plaza Hotel, em Nova York. Quando
chego lá, vejo que na realidade ele é
o garçon, e que continua o mesmo pobretão
que vive trapaceando as pessoas. E é claro
que, assim que chego lá, tenho que ajudá-lo
numa situação caótica, e nós
dois fugimos a cavalo. Vamos para Londres, e é
aí que tudo começa. O resto você
tem que ver no filme (risos).
O
que sonhava ser quando criança?
Meu sonho era ser duas pessoas: Super-Homem e Batman.
Sempre adorei esses personagens que agem com toda
a liberdade, sendo que um deles, Super-Homem, voa
por todos os cantos só para ajudar as pessoas.
Depois que cresci, descobri que ninguém poderia
ser o Super-Homem. Que ele não existia. E pensei:
como alguém poderia voar como ele? Mas o Batman!!!
Esse sim poderia ser real. Qualquer um pode ser Batman.
Até eu. De dia seria ator, e à noite,
colocaria a máscara e sairia para correr atrás
dos bandidos e, principalmente, ajudar as pessoas.
Ele é meu herói.
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.:: Matéria feita
pela revista Veja - 1995 ::.
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Sem Dublês
Em seus filmes, Jackie Chan corre perigo de verdade.
Durante muito tempo o nome Jackie Chan só
era conhecido no Brasil pelos fanáticos por
artes marciais, que podiam alugar seus filmes em
vídeo. Arrebentando em Nova York (Hung Fan
Kui, Hong Kong, 1995), em cartaz em circuito nacional,
é o primeiro lançamento em grande
estilo do diretor e ator nos cinemas brasileiros.
Na Ásia, Chan é um fenômeno.
Aos 41 anos de idade, já fez mais de 100
filmes. Arrebentando em Nova York foi feito para
conquistar o público americano. O filme teve
grande desempenho: arrecadou cerca de 65 milhões
de dólares, mais da metade disso nos Estados
Unidos.
Nascido em Hong Kong, é uma mistura de Bruce
Lee com Arnold Schwarzenegger. Faz filmes em que
mescla lutas marciais com cenas de muita ação.
Com um atrativo extra: ao contrário do que
costuma acontecer, ele não usa efeitos especiais
nem dublês. Todas as acrobacias que aparecem
em seus filmes são de verdade. Em Arrebentando
em Nova York, ele salta de um prédio e aterrissa
no terraço de outro. Pula de uma ponte em
cima de um barco em movimento. Pára uma motocicleta
no braço, e assim por diante. Os fãs
de Jackie Chan assistem aos seus filmes como quem
vê um espetáculo de circo. Como se
sabe que ele não usa dublê, a grande
atração é qual acrobacia que
ele irá tentar desta vez.
Freqüentemente Chan se machuca. Em Arrebentando
em Nova York, ele quebrou o tornozelo pulando no
tal barco (a cena do acidente é mostrada
num "making off" que aparece depois dos
créditos). Para ele, isso não é
novidade. Já fraturou praticamente todos
os ossos do corpo fazendo filmes, do crânio
aos artelhos. Para além das cenas de perigo,
o outro atrativo em seus filmes são as coreografias
das lutas, extremamente imaginativas. A história
fica em segundo plano. O enredo de Arrebentando
em Nova York, aliás, é descaradamente
chupado de O Vôo do Dragão, de Bruce
Lee. Mesmo assim, quem for ao cinema não
sentirá o sabor de coisa requentada. Chan
tem estilo próprio e, diante de seus filmes,
as proezas de Stallone e Schwarzenegger, sempre
com o apoio de dublês e o disfarce dos efeitos
especiais, parecem coisa de maricas.
Fonte:
JCBR (www.jackiechanbr.cjb.net)
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.:: O Maior astro de filmes
de Ação do Mundo ::.
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Obs.:
Essa é uma versão de uma matéria
feita por uma revista, que "fala dos Asiáticos
mais influentes na América ", Jackie
é o 7º. O Autor da matéria é
desconhecido.
No segundo tiro dele ao estrelato de Hollywood,
a versão Inglês-dublada de (Jackie
Chan) de Hong Kong deu certo, Arrebentando em Nova
York foi um sucesso. Enquanto ganhava dinheiro em
cima de corações americanos e mentes
(como também ganhou uma banheira de pipoca
de bronze da MTV que o apresentou como "Prêmio
de Realização Vitalício deles/delas")
Chan seguiu seu sucesso com SuperCop, e se tornou
um freqüente, e engraçado convidado
em Letterman e Leno.
Curiosidade: Chan, cujo corpo já foi
contundido e quebrado inumerás vezes, devido
à determinação teimosa dele
para fazer todos as cenas perigosas de seus filmes.
Afortunadamente, ele adquiriu prestígio no
cinema, e isso fez com que "deuses da ação"
como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger
falassem sobre trabalhar com Jackie, até
Ang Lee (diretor de "O Tigre e o Dragão")
falou no assunto.
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Esta entrevista foi colocada pelo PJC, se encontrar
em outro site foi copiada -
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|
.:: A
Criança do Karatê (The Karate Kid)
::.
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Jackie
Chan e a emoção das cenas
Autor: George Wayne
Fonte de artigo: Vanity Fair (Dezembro 96)
O Astro de filmes de ação de Hong
Kong Jackie Chan é o Schwarzenegger do Leste
Distante, Stallone, e Van Damme ficaram chocados,
considerando o tamanho da audiência asiática,
ele pode ter mais fãs que todos os três
juntos. GEORGE WAYNE fala com o ator, escritor,
diretor, produtor, dublê, Jackie Chan. Que
aponta seus próximos passos para Hollywood.
George Wayne: Seu novo filme, Primeiro Impacto,
estréia mês que vem, e você há
pouco embrulhou outro filme na Austrália.
Como são seus papéis?
Jackie Chan: Jackie Chan sempre é
policial, policial, policial. Mas agora, em meu
último filme, eu sou um cozinheiro (se referindo
a Mr. Nice Guy), um chefe de cozinha. Um Chefe de
cozinha, bom de briga.
G.W. Está sentindo dor agora? Você
está dolorido por causa das cenas de seus
filmes?
J.C. Eu feri meu pescoço durante o
filme. Eu caí do terceiro andar direto pro
chão e perdi o tapete. Eu desmaiei durante
aproximadamente três segundos, eu sempre cubro
meus danos, eles assustam minha mãe. Quando
ela sabe, ela chora.
G.W. Como é a sensação
de perigo, de estar perto da morte, quando uma cena
dá errada?
J.C. Na Iugoslávia. Eu caí
de uma árvore de aproximadamente 40 metros.
Essa cena parecia fácil, "um pedaço
de bolo pra mim", mas me dei mal; Minhas orelhas
estavam sangrando e meu nariz jorrava sangue. Os
Iugoslavos não me deixavam sair do país!
Finalmente, sete dias depois da cirurgia, me permitiram
viajar para um Hospital americano em Paris. De Paris,
eu voltei para Iugoslávia, pra filmar o que
faltava. Metade da minha cabeça estava calvo.
G.W. Hollywood "roubou" idéis
de seus filmes. De Stallone para Tarantino, eles
"roubaram" idéias.
J.C. Eu me sinto feliz sobre isso, porque,
quando eu era mais jovem, eu é que roubei
idéias de filmes de Hollywood. Eu roubei
de Buster Keaton, Harold Lloyd, e Gene Kelly.
G.W. Jackie você é muito reservado
sobre sua vida pessoal. Você ainda está
casado com Lum Fung-gew?
J.C. Nós não estamos mas casados,
estamos felizes. Ela é minha namorada.
G.W. Ela é a sua namorada número
1, mas e suas outras namoradas?
J.C. [Risos] Não, nenhuma mais...
G.W. Quando você era criança
na Ópera de Pequim, abusaram severamente
de você?
J.C. Oh não, não. Eu tenho
boas recordações . Mas eu nunca voltaria.
Eu tenho um filho, e eu não o enviaria àquele
tipo de escola. Se alguém fizesse alguma
injustiça, o professor bateria em todo mundo.
Não só nele.
G.W. Seu filho quer contracenar com você
nos filmes?
J.C. Ele quer, mas eu não gosto. Porque,
quando eu era muito jovem, eu não tive nenhuma
educação. Eu não posso falar
o inglês muito bom. Até mesmo chinês
eu não posso ler ou escrever.
G.W. Você não pode ler?!
J.C. Eu não sou muito bom.
G.W. Você é analfabeto?
J.C. Eu posso ler, mas eu não posso
escrever. Eu estou treinando agora.
G.W. Com que estrelas americanas você
gostaria de fazer um filme?
J.C. Eu realmente quero fazer um filme com
Stallone. E Steven Spielberg, e Jodie Foster.
G.W. A Jodie Foster? Por que?
J.C. Ela é uma grande atriz. Ela sabe
dirigir. E atua muito bem. Algumas atrizes só
são bonitas...Mas ela realmente sabe fazer
cinemas.
G.W. Dos filmes que você já
assistiu, qual o seu favorito?
J.C. Som da Música (Sound of the Music).
G.W. Oh meu Deus! Não é possível!!
De todos os filmes ele também é meu
favorito! Provavelmente porque é um dos primeiros
filmes que assisti.
J.C. Assisti o filme sete vezes.
G.W. Toda vez assisto iste filme, a música
me faz chorar.
J.C. Nenhum outro filme eu assisti sete vezes.
Nem mesmo O Padrinho (The Godfather).
G.W. Isso é demais, Jackie, as colinas
estão vivas com o som de música. Obrigado.
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|
.:: A Persistência
de "Chan" em fazer uma cena boa de verdade
::.
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Jackie Chan
parece distante do barulho e do caos que existe
ao seu redor. A equipe está se preparando
para filmar. Marceneiros colocam de volta partes
de um balaústre que foi destruído
na última tomada, e retocam a pintura. Os
cinegrafistas checam seus complexos equipamentos,
enquanto o diretor de fotografia grita com a equipe
de iluminação que está na galeria
suspensa. Vários dublês treinam uma
intrincada seqüência em câmera
lenta. Parece um balé moderno estilizado.
Quando a câmera for ligada, tudo será
destruído freneticamente em segundos.
O.k.!,
Jackie diz para ninguém em particular. Pronto
para recomeçar!
O
monitor mostra o que acaba de ser filmado. Jackie
achou que podia melhorar. Algo que não poderia
ter visto sem a ajuda do playback do vídeo
ligado diretamente a sistema de câmera, porque
além de dirigir, ele é também
o astro.
O
s atores, dublês e a equipe perderam as contas
de quantas vezes Jackie os ensaiou para estes poucos
segundos de ação, mas ele repete a
cena novamente como se a primeira vez.
Como
ator e diretor, Jackie parece estar em todos os
lugares, mas seu envolvimento vai mais além.
O nome escrito nas câmeras é o mesmo
que aparece nas luzes e caixas de equipamentos:
Filmtech. Este nome também está escrito
em três grandes caminhões cinemobiles,
estacionados do lado de fora. Filmtech é
a empresa de Jackie Chan que aluga equipamentos
de produção e serviços para
o cinema e produções de televisão.
O canhão de luz que faz a iluminação
foi equipado com um lastreador fornecido por outra
companhia de Jackie Chan, a mesma que fornece iluminação
aos especialistas ingleses, a Rank-Strand.
Os
dublês são todos membros da Associação
de Dublês de Jackie Chan, uma mistura de escola
de dublês, agência de emprego e sociedade
beneficente. Alguns atores e figurantes foram escolhidos
através da companhia chamada Jackies
Angels, uma agência de talentos e modelos,
criada por Jackie Chan.
Jackie
não é só um cineasta líder
da Ásia. Ele é uma indústria!
Não aconteceu do dia para a noite. Quando
Jackie tinha sete anos, seus pais mudaram-se para
Hong Kong para trabalhar na embaixada americana
em Cancera. Jackie foi contratado junto com outros
cem ou mais estudantes, para a escola de ópera
chinesa de Hong Kong. Era muito diferente de La
Scala. A ópera chinesa é mais Vaudeville
que Verdi; uma apresentação energética
de ginástica e artes marciais inserida num
melodrama altamente estilizado e de decibéis
elevados.
Freqüentemente
a escola fornecia estudantes como dublês para
filmes de Kung Fu, feitos em Hong Kong. Jackie se
esforçava para que sempre fosse escolhido.
Eu adorava estar nos sets de filmagem,
relembra ele com entusiasmo típico. Eu
assistia tudo, aprendia tudo. Além disso,
diz brincando, os escolhidos tinham mais comida.
Não
levou muito tempo até que seu talento natural
chamasse a atenção de diretores. Logo
estava sendo chamado para fazer cenas mais importantes.
Tornou-se diretor de dublês, desenvolvendo
e fazendo seqüências inteiras de ação.
Sua
imaginação e senso de timing era evidente,
mas havia algo além disso. Carisma? Perfil
de astro? Seja qual for, era uma característica
que não podia ser ignorada. Em 1976, Jackie
estava demonstrando a um dublê como uma cena
de morte devia ser feita, quando o diretor reconheceu
esse algo e Jackie conseguiu seu primeiro
papel como ator.
Ele
apareceu em mais de doze filmes nos dois anos seguintes.
Tudo ia bem, mas Jackie queria fazer mais, colocar
sua marca em um filme. Ele queria dirigir. Teve
esta chance em 1980, quando a Golden Harvest deu-lhe
a direção de Young Master no qual
também atuava e foi co-autor. Desde então,
estrelou e/ou dirigiu 23 filmes e produziu dois
outros: o premiado Rouge, e Actress. Durante este
tempo, reinventou completamente os filmes de Kung
Fu.
O
que surgiu foi um gênero totalmente novo que
mistura ação, aventura e comédia.
Talvez com uns toques de Keaton e Chaplin, Peckinpah
e Spielberg e sempre com o eterno otimismo de Capra.
Mas a visão é de Jackie Chan. Alguns
se tornaram clássicos e quebraram recordes
de bilheteria. Entre outras coisas, Jackie é
franco e aberto a críticas. Nunca perdeu
sua predileção pela honestidade com
tudo e com todos, e também com ele mesmo.
Tanto como ator quanto diretor, ele é o seu
mais duro crítico.
As
exigências que faz de si mesmo no set de filmagem
são iguais as de sua vida pessoal. Sempre
encontra tempo em sua agenda lotada para causas
nobres. Dedica tempo, talento e milhões a
inúmeras causas beneficentes e projetos de
serviços públicos como a Cruz Vermelha,
a World Vision, a UNICEF, The Community Chest, a
Childrens Cancer Fund e a Special Olympics.
Em 1987, criou a Jackie Chan Charitable Foundation,
que financia um grande número de projetos,
hospitais e bolsas de estudos.
Há
outro ponto a mencionar. A infiltração
do crime organizado é um problema perene
para a indústria do entretenimento, em muitos
países. Jackie Chan conhece muito bem esses
problemas. Sua postura corajosa com relação
ao assunto rendeu-lhe o respeito da indústria
e das autoridades.
Jackie
está pronto.
Silêncio! Grita o primeiro assistente
de diretor fazendo todos se calarem, e continua:
Preparar .... rodando!
Rodando! confirma o assistente de câmera.
Neste momento, Jackie Chan está totalmente
concentrado no trabalho.
E.... ação!
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|
.:: Chan,
Chan, Chan, Chan! ::.
|
Máteria
feita pela Revista Herói
de Dezembro de 2002 - Nº 41
Chan, Chan, Chan, Chan!
"Jackie Chan detona nos cinemas, na TV e
nas locadoras."
"Nos cinemas, na TV ou nas locadoras, Jackie
Chan ainda é o Rei da Ação."
Parece mentira, mas Jackie Chan já é
quase um cinqüentão. Ele nasceu em Hong
Kong no dia 7 de abril de 1954, ou seja, tem quase
49 anos. Enquanto qualquer mortal normal já
estaria pensando na aposentadoria, ele continua
mandando ver nos cinemas. É claro, sem repetir
aquelas cenas ultraperigosas que ficaram famosas
nos anos 80, mas ainda deixando seus fãs
satisfeitos com seus malabarismos insanos. Seu mais
novo filme, O Terno de Dois Bilhões de Dólares
(The Tuxedo) fez pouco sucesso nos Estados Unidos,
mas mostru que Chan segura bem um filme sozinho.
Afinal, pouca gente deve ter ido ao cinema só
pela presença de Jennifer Love Hewiit, que
faz par com o herói. No próximo ano,
o astro deve ter melhor sorte com a continuação
de Bater ou Correr (aquela brincadeirinha em cima
de filmes de faroeste, que chegará em março
ao Brasil), no qual contracena com Owen Wilson.
Ele também irá estrelar uma adptação
do clássico A Volta ao Mundo em 80 dias,
uma co-produção chinesa e americana
com o comediante Lee Evans e Claire Forlani no elenco.
Em 2004, ele muito provavelmente estará de
volta na terceira parte de A Hora do Rush. Sem contar
o desenho animado As Aventuras de Jackie Chan, que
está com tudo nas manhãs da TV
Globinho. Este sujeito é incansável...
Chan no cinema - Faltou pancadaria em O Terno
de Dois Bilhões de Dólares
Quem diria que um dia veríamos atores como
Keanu Reeves (Matrix) e Matt Damon (A Identidade
Bourne) distribuindo bordoadas com a destreza de
um Jackie Chan ou Jet Li? Pois é, graças
a muito treino e uma boa e fundamental ajuda dos
computadores, qualquer um pode virar um autêntico
mestre das artes marcias em questão de semanas.
Mas o que os reis da ação pensam de
tudo isso? Será que eles andam preocupados
com essa invasão de leigos em seu território?
Que nada. Os mestres das artes amrcias também
tentaram o inverso. Jet Li foi pioneiro e experimentou
a ficção científica no bacaninha
O Confronto.
Agora é a vez de Chan tentar a sorte com
um filme recheado de efeitos especias. Em O Terno
de Dois Bilhões de Dólares, a impressão
que se tem é que o astro nem precisou suar
muito para fazer suas acrobacias. O resultado dessa
mistura de Inspetor Bugiganga e dos filmes de James
Bond é um pouco decepcionante - principalmente
para os fãs que estão acostumados
às maluquice autênticas que ele costuma
fazer na frente das telas. Mas o carisma do ator
mantém a atenção nessa comédia
de ação egraçadinha.
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Esta entrevista foi colocada pelo PJC, se encontrar
em outro site foi copiada -
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